sexta-feira, junho 25, 2010

Você é um porco espinho. Fui brincar, me espetei. Aí doeu.

Fiquei longe. Quilômetros de distância me separaram do bichinho.

Um dia, bem depois, eu o vi de novo, sem querer, sem nem esperar que um dia eu pudesse vê-lo de novo. Era lua cheia (perigosa);

Primeiro, meio arredia, não quis me aproximar muito. Peguei um certo trauma desse bicho, porque ele engana bem.
Aí pronto.
Ah, ele é legal o porco espinho. Olha só, todo redondinho, não parece que vai fazer mal pra ninguém. Me enfeitiça, porquinho.
Cheguei perto.
Ai, tem espinho, esse porco espinho. Dá pra ver. Mas é tão bonitinho, coitado. Nunca que vai fazer mal pra alguém. Ah, olha só. Esses espinhos aqui ó, nem devem machucar. Deve ser de mentira, só pra espantar os inimigos – e eu não sou uma predadora (não tanto).
Fui chegando perto e mais perto. E não é que me atrai esse bichinho, me puxa pra perto. Olha!, ele é manso, é até adestrável, eu acho. Eu devo conseguir amansá-lo, claro que sim. Vem aqui, bichinho, pode chegar, vem comigo. Vem que eu te amanso. Vem. Vem. Me enfeitiçou, a presa. E fui chegando chegando.
Quando então finalmente criei coragem e decidi tocá-lo, fui encostar na sua carcaçinha de bichinho fofo e cheguei pertinho pertinho e- aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.












Detesto esses bichos.


E sigo, cheia de cicatrizes.

Um comentário:

Luanda disse...

ai ai amorinha, amo seus textos. amo saber exatamente do que eles falam. te amo.