terça-feira, junho 08, 2010

É isso:
são tres da manhã eu estou bebada nesta terça feira bêbada total e completamente. Aí eu pensei: vou escrever; tipo o que os surrealistas curtiam fazer, sabe? Livre escrita. Aí eu pensei: vou escrever uma livre escrita surrealista e bêbada e ver no que que dá. O fato é que só amanhã saberei.
Minha amiga Ana Kehl fantástica maravilhosa me acompanhou e me largou bêbada, avenida paulista, luzes inebriantes, eternas. Amo são paulo. Odeio são paulo. Vou-me embora, vou-me embora. Medo da porra. Medo de merda. Medo de nada. Você não é de nada seu medo de merda. Você não me pega. Vem me pegar vem. Pra você ver que você não é de nada. Vou me jogar num outro canto deste globo redondo. Pintar cabelo, heroína, andar de bicicleta, conhecer homens e mulheres, inventar o alemão que eu ainda não sei. Viver diariamente com uma língua que não é a minha língua mãe. Auto exílio, aí vou eu. Me acolham, me escolham. Lá vai uma brasileira arremessada. Lançada em terra estrangeira pra começar outra vida, outra ela. Quem me segura? Quem me cuida? Quem faz minha comida? Me dá bom dia em português? Quem me espera? Nada nem ninguém. E lá vou eu. Agora sim: estrada afora.
Finalmete.

Um comentário:

Marcela disse...

vai com tido Soooo !!!!!
eu amo vc !!!!